Não quero ser futuro do pretérito,
Tampouco pretérito mais-que-perfeito.
Quero ter direito de estar presente
Sem ser inconveniente.
Se for verbo conjugado
Que seja ao lado de quem quiser me conjugar.
Sem me julgar.
Ser por estar.
Quero compor narrativas
Na primeira pessoa do plural
Para que por bem ou por mal
A terceira pessoa do singular desapareça.
De qualquer modo,
Prefiro esquecer do subjuntivo
Sem tornar imperativo
O indicativo desta questão.
Mesmo gramaticalmente incorreta,
Não quero ser passa-tempo.
Me conjugue no presente
E deixe o passado se conjugar.
12/04/2012
03/04/2012
branco
Qual é o gosto do desgosto, do descaso, da insuficiência? A mistura de dores e sabores agora se confunde com o que sobrou no fundo da garrafa que eu usei para encher o último copo. Mas até chegar nesse ponto foram tantos copos e tantas garrafas que já nem lembro ao certo se eu bebia por prazer ou por costume. Sei que o que bebi, depois de um tempo acabou por inebriar-me e neste estado deplorável o sujeito já não responde mais por si. A euforia inicial transformou-se em melancolia e não há acorde maior me que faça sorrir. Então, estagnei. Atingi o ápice de um estado catatônico que bloqueou completamente meu raciocínio. Preciso continuar, mas não sei que caminho seguir. Na verdade de onde estou não enxergo caminho algum.
Assinar:
Postagens (Atom)