Encontrei uma pedra e contei a ela que ela não era apenas uma simples pedra. Era parte de um magnífico corpo celeste que apareceu em meu caminho. Que tinha poderes magníficos e que me transformava loucamente apenas pela sua presença.
Sabia eu que aquela pedra era apenas uma pedra, sem valor, de forma estranha e que serviria apenas para me ajudar a aprender um pouco mais sobre pedras preciosas. Quem sabe ela, acreditando em minhas palavras, transformaria-me em um especialista em pedras preciosas e magníficos corpos celestes. Mas não era isso que ela precisava saber. Ela só deveria acreditar que poderia ser muito mais do que uma simples pedra, assim eu me tornaria maior.
Sei que, inicialmente, ela tomou minhas palavras como certas e tentou me provar que realmente tudo aquilo era verdade. Mas, com o tempo, senti que ela não absorvia nem ao menos a luz do sol, pois passava tanto tempo em meu bolso pelo meu medo de que alguém pudesse perceber que eu estava carregando uma pedra. Em dias como esses, não é muito honroso caminhar ao lado de uma pedra ou simplesmente levá-la consigo. Pedras têm funções específicas e essa certamente não poderia me enobrecer ao lado dos demais.
Certo dia deparei-me com a pedra que me pediu carinhosamente que eu a lançasse no lago, pois sabia que sua função de me ensinar a ser grande já havia acabado. No lago, como ela me disse, ninguém notaria suas lágrimas em meio a tanta água. E eu olhei para ela sem saber o que fazer.