29/09/2008
Diz que sim...
A maior decepção se não a de ter sido esquecida?
Coisas acontecem todos os dias, muitas delas abalam a alma profundamente e jamais essas feridas serão cicatrizadas. Mas nesse momento o que mais pode doer no coração é unica e exclusivamente essa lembrança. Mais uma vez rejeição.
Queria poder igualar meus sentimentos aos de alguém ao menos uma vez. Saber que os beijos e abraços vêm na mesma intensidade que eu os libero de mim. A chuva, o frio, a noite sempre me fazendo pensar que poderia ser diferente. Será que pode mesmo ser diferente?
Ah quanto conflito, quanta inquietação! Quantas perguntas que eu nunca me fiz, quantas eu evitei fazer. A torre ali sendo construída sobre lágrimas e eu continuando minha vida em cima dela na esperança de alguém encontrar uma maneira ou apenas a vontade de adentrá-la. Será que alguém sente realmente vontade de realizar tal façanha? Será que, realmente, é de tão difícil acesso? Alguém poderia mudar tudo isso e me mostrar que consigo despertar sentimentos.
Sem mais para o momento..
19/09/2008
As manchas de vinho no meu vestido...
Tudo é frio, tudo é lágrima. Nenhum sorriso parece realmente me confortar e nenhuma palavra me abraça da maneira que eu nunca mais serei abraçada. Saber que continuarei esperando como uma criança tola que acredita quando seu pai lhe diz que um dia ela conhecerá a Disneylandia. Isso jamais acontecerá. Se o caso fosse, mil anos seriam a minha espera inútil. Mil anos de silêncio e solidão por saber que meus beijos e abraços jamais fizeram a diferença que eu acreditava fazer, jamais causaram o impacto que eu acreditava causar. Meu mundo de marshmallow derreteu defronte minha torre magnífica, que sempre soube não ser tão magnífica assim.
Daquele livro eu jamais saberei o final e dos teu ohos eu não lembrarei mais da cor, pois sei que eles não me procurarão mais. Daquele vinho não poderei mais sentir o sabor nem calcular por quantos anos ele poderia ficar na minha adega enquanto eu simplesmente o admirava.
Triste é a sensação que me adormece. Quão tola sou! Nem no espelho consigo mais me olhar. E pensar que já senti o mesmo anteriormente e alguém me fez acreditar que seria diferente. E eu simplesmente acreditei. De novo.
E agora, quem mais se habilita a me enganar?!
18/09/2008
Metafísica
Quem vive de passado é museu e sei que algumas das coisas que eu quero do passado são as amizades que eu mantive e conquistei ao longo desses anos. Amigos de longas datas e que sofrem pelos mesmos princípios, se fortalecem e conseguem atravessar esses momentos difíceis juntos, enquanto a multidão de víboras peçonhentas dança ao som de uma melodia estridente de pessoas que não sabem o valor de uma verdadeira amizade e que se atacam no mesmo instante que o, até então amigo, vira as costas e volta pra casa.
Nessas horas eu me sinto mais forte, melhor, vencedora. Tenho a alegria de ver meus amigos de verdade continuando na minha vida apesar de todas as intrigas e confusões que foram atravessadas em nossos caminhos ao longo dos anos.
Quero, então, dizer aos meus amigos que eu agradeço muito por tê-los comigo e espero poder conseguir transformar logo o veneno em antídoto para acabar com esse sofrimento medíocre que esse povo estúpido etá causando. Mesmo que não sejamos os mais ricos, bonitos ou que nossas fotos não sejam as melhores, nós temos algo muito mais valioso que a cambada de víboras jamais terá: AMIZADE VERDADEIRA.
fikdik
12/09/2008
sentido nenhum
09/09/2008
reflexão, impulsão, decepção
A visualização desse meu eu inexistente é algo utópico visto que nem eu mesma sei ao certo se existe algo que valha à pena no meio de tanta rejeição. Não quero mais esse sentimento repugnante que me transforma em rocha fria. Quero deixar de sentir, como provavelmente fazem em relação a mim. Não quero sentir. Não quero lembrem que eu senti. Quero esquecer, apagar para sempre.
A geografia nesse momento me veio à calhar. E sempre virá. Se nunca sentiram, não quero sentir também. Se não fez diferença, não quero que faça também. E se não faço falta, quero que absolutamente não me faças também!
08/09/2008
Não.
Me sinto apontada no meio da multidão. Nua e desprotegida. Como se todos tivessem a mesma sensação a meu respeito: indiferença, rejeição. Me precipitei? Me envolvi demais? Caí de um salto artístico magnífico em uma piscina de areia movediça que agora me sufoca o labirinto. Tudo se tornou absurdo ao entendimento da multidão. Tudo se questiona numa espiral infinita de confusão e raiva que se contorcem dentro de mim. Eu lutei para me recompor e tudo estava bem até então. Algo novo apareceu e tive receio, mas palavras se espalharam ao meu redor me dizendo que tudo ficaria bem.
-"Não quer tentar?"
-"Não."
Um não seco de quem nunca quis tentar, só se deixou levar pelo egoísmo e a falta de algo certo ao seu redor. Um não que me levou à entrada daquela torre e novamente me fez me sentir insignificante, incapaz, tenebrosa e impulsiva. Um não que certamente aprendi a repetir para tudo que voltar a bater em minha porta.
De volta à torre
Já foram tantas escapadelas da torre, tantas noites tentando subtraí-la do meu mundo. Tudo foi em vão. Noites gélidas e mal-dormidas foram aprisionando meus sentimentos e tornando-os escravos daquela cadeia cinza de carbono. E aqui estou eu novamente fechando todas as portas e apagando todos os caminhos que levam à torre. Me prevenindo com poções amargas e de brilho azulado, juntando feras para a guarda do meu paraíso cristalino. Não tenho forças para subir todas as escadas de uma só vez então, aconchego-me junto à entrada olhando de relance à silhueta de algo que passou pelos arredores e devastou meu jardim, sem plantar nenhuma flor no lugar.