31/08/2008

Torre de cristal - Brainstorm

Consegui produzir mais alguma coisa do texto. Não é exatamente o que eu estava pensando como continuação, mas foi o que eu consegui arrancar da minha cabeça ontem à noite logo quando deitei e fechei os olhos.

Inicialmente eu estava tentando criar um prelúdio, então comecei a reler meus textos antigos de onde surgiu a história. Mas foi tanta "emisse" e tanto sentimento revirado que decidi continuar a história usando outros elementos. Já pensei e repensei... isso não é exatamente o que eu tinha vontade de postar, mas espero que gostem!

Subitamente uma névoa branca tomou conta do lugar. Não podia afirmar que sabia onde estava, mas tinha a sensação de conhecer o local. Havia anos que a torre se erguera, imponente como ela só. Brilhava além de todas as coisas, ofuscando e cegando quem ousasse lançar-lhe um olhar.

A medida que abria os olhos, reconhecia cada passo dado, cada frase dita, cada sonho esquecido. Suas memórias ainda eram um misto de passado e veneno que não deixavam-na refletir e firmar-se em seus próprios pés. Sentia frio e, a cada passo, parecia que tudo ia desmoronar. A torre estava instável e suas memórias em conflito.

Mas uma luz irradiava por uma fresta esquecida pelo tempo. E repentinamente o calor abraçou-a trazendo cor e vida às maçãs de seu rosto. Aquela sensação era inusitada. Como ousara sentir algo assim? Algo novo estava acontecendo. A torre previu, mas demorou para se abalar.

Esse calor apavorante trouxe novos danos à sua doce prisão. A torre derretia tal como gelo exposto à luz solar. E lá fora uma voz a chamava. Com notas amadeiradas jamais ouvidas através daquelas paredes. Uma voz nova, firme, forte e segura que causava um certo desconforto inicial, mas parecia que indicava a direção da perfeição.

Não seria tão fácil escapar. O encanto que a aprisionava era forte e antigo demais para se deixar amenizar de forma tão fugaz, mas valeria à pena. Sentia novamente o sangue quente correndo-lhe as veias e o gosto amargo feito fel saíra de sua boca levando consigo o efeito atordoante da poção. Tentaria descer as escadas e descobrir o novo.

Despiu-se do cristal e lançou-se escada abaixo e no meio do impulso sentiu um calafrio e logo em seguida foi ao chão. A torre ganhara vida, pregou-lhe uma peça. Caiu sozinha no vazio escuro ouvindo agora a distante voz que clamava por ela. Teve tempo apenas de sussurrar: "Salve-me". E novamente tudo desapareceu.

23/08/2008

Em processo criativo!

Quero agradecer a todos que passaram por aqui e leram meu conto de fadas. Estou dando continuidade, então peço um pouco de paciência!

Logo devo estar colocando aqui mais algum capítulo (?) da história!

Bom final de semana a todos e obrigada pela compreensão!

18/08/2008

Meu conto de fadas

O texto a seguir foi escrito em 9 de novembro de 2005.
na ocasião pensei em continuar a história, quem sabe um dia...

E lá estavam eles, caminhando lado a lado normalmente. Como se a noite não precisasse de nenhuma outra luz a não ser a das estrelas, como se nada além disso tivesse importância. Tudo era calmo e divertido e o pouco tempo que tinham juntos não bastava para compensar a falta. Só queria continuar ali contemplando seu olhos, deixando-se levar pelos seus olhos.

Quanto tempo se passara desde que a torre havia sido lacrada. Nada nem ninguém ousava passar perto mesmo sabendo que não haveria fera nem sentinela guardando a entrada. Havia apenas a magia do cristal e a névoa branco-perolada que dele saía. Mas, mesmo longe da torre, o medo ainda lhe causava tremores e seus músculos continuavam tensos. Seus olhos não podiam transmitir a verdade, tinham se acostumado à solidão. A única coisa que importava eram aqueles poucos minutos. Sabia o que viria depois. Tinha captado a mensagem antes mesmo que ela fosse transmitida. Não ousava perguntar.

Assim que escutasse o que estava prestes a ser dito, o encantamento ganharia mais poder. Seus atos seriam ainda mais controlados pela torre e suas palavras teriam que ser lacradas para sempre. Não queria carregar a culpa novamente consigo. Apenas encarou-o diretamente nos olhos e esperou que seus lábios proferissem frases feitas e mortais. Ouviu e não falou mais nada, nem sentiu mais nada. Fitou-o como quem se esquiva do perigo e sorriu. Um sorriso lindo e forçado de quem gostaria de ter escutado algo diferente. Simplesmente se virou e caminhou em direção à torre de onde nunca deveria ter saído. Apenas pensava porque despertava esse tipo de sentimento nas pessoas erradas. Não queria que fosse assim.

Proferiu as palavras mágicas para entrar na torre, subiu as escadas até o terceiro andar e foi direto ao único cômodo ali existente. Procurou entre os mais variados objetos um frasco singular feito do mais puro cristal, no qual estava guardado um líquido azul de aroma enjoativo. Serviu uma taça daquele líquido e levou-o até à boca. Bebeu devagar e suas feições revelavam a amargura da poção. Se houvesse alguém por perto teria escutado o barulho do cristal se despedaçando misturado ao som do seu corpo caindo. E depois disso nada mais aconteceu. Estava em sono profundo.

15/08/2008

Psicodélise

Sentimentos são engraçados. Na verdade nem sempre eu penso assim. Quando passo por momentos difíceis não costumo achar nada engraçado.

Há dias em que me sinto péssima, tudo parece dar errado e quando menos espero, ainda por cima chove sem que eu tenha qualquer gurda-chuva para me auxiliar. Então vou dormir acreditando que nada vai ter sentido ou melhorar e voilá! Acordo feliz e o sol se engraça lá fora para os passarinhos que eu nem se quer lembrava que existiam. É um novo dia. São novos sentimentos. Novas alegrias tomaram conta de mim e tudo no momento faz sentido e começa a se encaixar. Ao mesmo tempo ainda me deparo com uma agoniante ansiedade que aos poucos se misturará com a adrenalina que já comecei a produzir por conta do final de semana, que se quer chegou!

E assim vou vivendo, sofrendo antecipadamente por coisas infantis que me deixam alucinada acreditando que não haverá solução. Mas o sol vai brilhar novamente e poderei ouvir os pássaros cantado: "bem, te vi".

Para constar: domingo minha banda se apresentará... eita ansiedade! Ganbatte sa ganbatte!

14/08/2008

Já faz um tempo...

Minha vida como vai? Meus conceitos como vão? A cada dia me deparo com mais confusão em minha mente. Pensava estar vivendo um tempo mágico e de repente meu mundo fantástico foi mergulhado em insana perturbação. Provações são bem-vindas e necessárias, mas cair de um voô lindo é doloroso e atordoante.

Me deparei hoje com uma imensidão de questionamentos irremediáveis. Coisas que nem ao menos tenho coragem de tentar encontrar uma resposta. Algo que provavelmente guardarei dentro de mim para que não gere mais e mais conflitos em tudo que cultivei. Sei, apenas, que pontes iluminadas são maravihosas para contemplar-se num passeio noturno sem volta, mas um jogo de bilhar cairia bem melhor neste momento.

Nada disso deve causar preocupação. É apenas mais um de meus desabafos desastrosos para mim mesma. Eu não costumo me ouvir muito bem...