19/07/2008

Canta comigo!

Canta que teu canto me encanta pelos cantos.

Canto tanto quanto cato tocos por impulso.

Pulsa enquanto pensa que meu pulso nao te tenta.

Tento tanto tempo que teu canto me balança.

Lança leve o vento enquanto tento outro canto.

Canta enquanto tenta e por impulso lança um toco.

Canta que teu pulso passa o tempo e me enlouquece.

OBS: essas palavras me vieram à cabeça enquanto viajava de Floripa para Balneário Camboriú ontem de noite. Eita memória interessante... esse texto me fez lembrar (somente agora que fui postar aqui) de uma musica que cantávamos no coral quando eu era pequena:

Pim Pam Pum — Oscar Torales

"Canta conta um conto que quem canta encantará
Canta comigo cam ca ra ram cam cam
Pega a pedra o pé de pato a pipa o pó e a pá
pega pintando pam pa ra ram pam pam
com as mãos de um anãozinho
mas a força de um gigantão
A resposta é sim eu sei quem sou
eu sei pra onde ir
eu vou te ver quando o dia surgir
eu sei quem sou eu tenho pra onde ir
eu vou te ver bom dia
Bate bem a bola bate bem o bumbo ba ta plam
Brinca brilhando bam ba ra ram bam bam
Tenta tocar tudo tendo tudo pra tentar
tenta tocando tam ta ra ram tam tam
com as mãos de um anãozinho
mas com a força de um gigantão
A resposta é sim eu sei quem sou
eu sei ond'ir vou te ver quando
sim eu sei quem sou tenh'on d'ir
eu vou te ver bom dia bom dia bom
Bom dia Bom dia Dia bom
Bom dia"

Bom dia a todos!!

16/07/2008

Simplesmente azul

Olhar ao meu redor e perceber como tenho sorte me deixa cada vez mais perplexa. Sinto as estrelas borbulhando na minha garganta e um doce gostinho de grosélia se espalha pelo meu coração.
Dia após dia o mundo gira muito mais psicodélico e essa insanidade circense me envolve criando uma atmosfera mágica que me ilumina da cabeça aos pés. São os milagres corriqueiros que muitas pessoas não param para apreciar e deixam escapar aos olhos as dádivas com as quais são contempladas.
Quero aproveitar esses presentes divinos e fazer o máximo para responder à altura. Não podemos simplesmente ganhar maravilhas gratuitamente para depois usá-las sem ao menos triplicar seu valor. Os céus nos mandam chuvas ultra-violetas devemos irradiá-las pelo planeta.
E é caminhando por entre as nuvens de alegria que percebo a cada novo dia que não serei abandonada!

10/07/2008

Como faz?

E agora, como faz?

Para seguir em frente e viver novamente com a mesma intensidade? Como faz para sair da loucura e encarar cada novo passo de maneira que a paixão e a insanidade não se choquem contra a necessidade.

Como faz para esquecer pensamentos sem nexo de coisas que nem existem e que muita gente deve ter tentado fazê-las existir para tentar entender seus medos?

Um dia a chuva cai, molha tudo e de repente o sol se revolta e seca tudo! E poças d'água não mais nos encomodarão! Nem quando pipocas pularem sozinhas de cima de uma mesa para perto do controle da TV!!

Como faz, amigos?! Me explica como faz!

03/07/2008

Cinco macaquinhos pulavam na cama

Deparo-me sempre com uma necessidade catastrófica de causar efeito e parecer satisfatória. E essa necessidade acompanha-me em cada minúsculo momento da minha, até então, existência. A cada ação que tomo espero que se cumpra aquela máxima e que qualquer um me retribua com alguma reação.

E assim vivo numa agonia constante que me sufoca o tempo todo por querer saber se posso me desprender da insegurança e dar um passo a frente, sabendo que serei sustentada. Palavras que não vem, ações que não são tomadas, insucessos, dúvidas e mais palavras que deixo espalhadas para que alguém note, perceba, duvide, aponte, negue ou simplesmente confirme e me sustente.

Dias longos estão terminando e começo a me aproximar de dias corridos e sufocantes que podem me tornar algo completamente diferente do que eu vejo constantemente nos espelhos que encontro. Nesses dias espero não passar frio, espero ser notada e espero ser amparada com segurança.

E você, o que espera?

02/07/2008

Liquid Crystal Display

Ah! Sorte minha não usar psicotrópicos e outros doces alucinógenos! Estaria, nesse momento, estabacada no chão com um punhado de grama entre os dentes. E tudo isso por saber o exato momento de apertar o cinto de segurança enquanto contemplava as nuvens mais brancas do que branco que formavam paisagens alvas sob as asas do avião!

E como desejei passear por entre aquela paisagem. Como quis entrar naquelas cavernas iluminadas e alcançar aquele horizonte lindo e branco! Mas eu estava sã, enquanto a adrenalina me subia à cabeça. Realmente me segurei.

Sorte não ter sentado ao lado de nenhuma saída de emergência, pois me bateu uma imensa e insana vontade de me jogar e sair correndo por entre as nuvens, algo que certamente não iria acontecer. Mas mesmo assim tive muita vontade. Me sentia como uma criança que experimenta pela primeira vez essa sensação e cutuca a mãe, que senta ao lado, gritando loucamente: "Mãe! Mãe! Olha lá, carneirinhos!" Porém, já sabia eu que não eram carneirinhos! Era o paraíso. Definitivamente algo esta invisível em cima das nuvens e quando eu deixar o plano físico correrei loucamente por entre a paisagem branca que se formou sob meu avião.

Doce ilusão!