E seguia sua rotina deprimente, fantasiosa, solitária, colocando a cafeteira para rodar dia após dia com apenas uma xícara de café e o sabor amargo da angústia de não ser boa o suficiente para qualquer coisa.
Sabia quase nada de quase tudo e nada disso algum dia foi o suficiente para tomar um rumo na vida. Mas mesmo com toda insatisfação corroendo-lhe o estômago e arranhando-lhe a garganta continuou tentando sorrir para todos, todos os dias esperando que seus sorrisos lhe trouxessem flores, cores, amores, convites, satisfações.
