Ah! Sorte minha não usar psicotrópicos e outros doces alucinógenos! Estaria, nesse momento, estabacada no chão com um punhado de grama entre os dentes. E tudo isso por saber o exato momento de apertar o cinto de segurança enquanto contemplava as nuvens mais brancas do que branco que formavam paisagens alvas sob as asas do avião!
E como desejei passear por entre aquela paisagem. Como quis entrar naquelas cavernas iluminadas e alcançar aquele horizonte lindo e branco! Mas eu estava sã, enquanto a adrenalina me subia à cabeça. Realmente me segurei.
Sorte não ter sentado ao lado de nenhuma saída de emergência, pois me bateu uma imensa e insana vontade de me jogar e sair correndo por entre as nuvens, algo que certamente não iria acontecer. Mas mesmo assim tive muita vontade. Me sentia como uma criança que experimenta pela primeira vez essa sensação e cutuca a mãe, que senta ao lado, gritando loucamente: "Mãe! Mãe! Olha lá, carneirinhos!" Porém, já sabia eu que não eram carneirinhos! Era o paraíso. Definitivamente algo esta invisível em cima das nuvens e quando eu deixar o plano físico correrei loucamente por entre a paisagem branca que se formou sob meu avião.
Doce ilusão!
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