O que há por trás do torpe? Algo que, naqueles dias, ninguém se quer sonhava, mas que eu sentia a cada pulso do meu coração. Nada desesperador, apenas envolvente, incoerente, desconexo, inesperado e provavelmente impossível.
E fui entorpecendo e sendo entorpecida. Mais entorpecida que entorpecente, não sabia o que poderia acontecer depois de tanto tempo, depois de tanto contato ou a falta dele.
Aquelas frases todas ecoam em mim e desconheço o efeito que qualquer uma delas possa ter causado. Palavras provavelmente incompreendidas e esquecidas pela falta de compreensão ou envolvimento. Palavras transformadas em arquivo, mas que me acompanham em cada noite de loucura e em cada dia de ansiedade.
Sei que as palavras causam efeitos, nem sempre imediato, nem sempre positivo, nem sempre duradouro. Quero o efeito das minhas palavras refletido naquelas superfícies. Aquelas superfícies... aquelas superfícies...
E vejo agora que mais palavras uniram-se
às que outrora já estavam esquecidas. Inclusive ao torpe que aquelas superfícies me causaram.
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