08/04/2009

colours don't hug

Eu vi, eu vi toda aquela insegurança refletindo-se a cada passo que davas em direção à tempestade de corpos e rostos indiferentes aos teus sentimentos. Aquela multidão perdida em meio às cores que teus olhos procuravam, dançando a cada passo torto e indefinido que davas em direção ao temporal.

Teus olhos abrindo e fechando imperceptivelmente em busca de algo que naquele caminho nunca encontrarás. E mesmo assim a insegurança te consome e agarra-se às tuas costas arcadas e disfarçadas sob o azul de tua blusa.

Te cobres com cores distintas para refletir algo à multidão. Porém tuas cores não combinam, pois sabem que ao contrário do que vestes, não é de azul, roxo e rosa que precisas. Precisas de segurança, de apoio, de sustento.

Cores não poderão tirar-te o peso das costas, cores não irão te abraçar, cores não serão suficiente, assim como tu não és. Cores devem vir de dentro. Cobrir-se de cores não te deixará mais segura.

Eu vi toda aquela insegurança que derramavas por todo aquele caminho que nunca te trouxe o que esperavas.

2 comentários:

~Lilah disse...

Copiei descaradamente da conversa do msn:

Celso/Kazu diz:
q texto massa
olha
paguei pau
um dos melhores textos q tu já escreveu
pq mesmo desprovido de contexto ele se mostra universal
agora, a pergunta: tem algum contexto ou tivesse um insight do além?
sério, li de novo
ele tá lírico, bem amarrado
tem metáfora na dose certa
ou, melhor dizendo, um equilibrio raro entre conotação e denotação.

Tks Dude!

Carolina Pires disse...

"acho que sei lá, entende?"



entendo.