06/05/2009

"No tapete atrás da porta..."

Engraçado como eu tenho me sentido em relação a isso tudo.
No fim estou me divertindo comigo mesma, com minhas gafes e com minha insistência naquele ditado de "quando um não quer, o outro insiste".

Mas, como eu sempre soube, as coisas só acontecem comigo mediante facilitações. Por isso que acabo tomando atitudes líquidas e drásticas. Se eu não fizer isso nada vai acontecer, ninguém vai se manifestar. Chame de inconsequência, mas eu chamo de carência mesmo. Cansei de ver todos ao meu redor conquistando e conseguindo enquanto nada acontece para mim.

Se ninguém se manifesta, entorpeço, enlouqueço e penduro uma placa em meu pescoço sinalizando o desespero. Posso não conseguir nada de concreto e continuar sendo apenas um objeto sem valor nenhum, daqueles que você compra e esconde em baixo da cama para não deixar nenhum vestígio, mas pelo menos eu tento caber em um abraço que seja, mesmo que depois ninguém nunca possa saber do fato.

Tenho plena consciência de que não sirvo para desfile ou para glorificações, de que não causo palpitações e que pareço uma aberração fluorescente. Que vou continuar sempre ali, "no tapete atrás da porta", sendo apenas um vestígio de alguma coisa que ninguém admite que usou.

2 comentários:

Marianna Tosca Ferrari disse...

falando em liquidez...
tunão és uma gotinha de água mais especial que as outras, e pára de pensar isso!
Porque na verdade MESMO, tu és o oceano.
É difícil pensar assim, "será que eu mereço ser tão grande assim?"
Tu não merece, tu é.
saudades litrus de ti migz.

Marianna Tosca Ferrari disse...

HOUAHAOUHAOUHAOHAOHOA
ai cara.
que saudade de ti!