Consegui produzir mais alguma coisa do texto. Não é exatamente o que eu estava pensando como continuação, mas foi o que eu consegui arrancar da minha cabeça ontem à noite logo quando deitei e fechei os olhos.
Inicialmente eu estava tentando criar um prelúdio, então comecei a reler meus textos antigos de onde surgiu a história. Mas foi tanta "emisse" e tanto sentimento revirado que decidi continuar a história usando outros elementos. Já pensei e repensei... isso não é exatamente o que eu tinha vontade de postar, mas espero que gostem!
Subitamente uma névoa branca tomou conta do lugar. Não podia afirmar que sabia onde estava, mas tinha a sensação de conhecer o local. Havia anos que a torre se erguera, imponente como ela só. Brilhava além de todas as coisas, ofuscando e cegando quem ousasse lançar-lhe um olhar.
A medida que abria os olhos, reconhecia cada passo dado, cada frase dita, cada sonho esquecido. Suas memórias ainda eram um misto de passado e veneno que não deixavam-na refletir e firmar-se em seus próprios pés. Sentia frio e, a cada passo, parecia que tudo ia desmoronar. A torre estava instável e suas memórias em conflito.
Mas uma luz irradiava por uma fresta esquecida pelo tempo. E repentinamente o calor abraçou-a trazendo cor e vida às maçãs de seu rosto. Aquela sensação era inusitada. Como ousara sentir algo assim? Algo novo estava acontecendo. A torre previu, mas demorou para se abalar.
Esse calor apavorante trouxe novos danos à sua doce prisão. A torre derretia tal como gelo exposto à luz solar. E lá fora uma voz a chamava. Com notas amadeiradas jamais ouvidas através daquelas paredes. Uma voz nova, firme, forte e segura que causava um certo desconforto inicial, mas parecia que indicava a direção da perfeição.
Não seria tão fácil escapar. O encanto que a aprisionava era forte e antigo demais para se deixar amenizar de forma tão fugaz, mas valeria à pena. Sentia novamente o sangue quente correndo-lhe as veias e o gosto amargo feito fel saíra de sua boca levando consigo o efeito atordoante da poção. Tentaria descer as escadas e descobrir o novo.
Despiu-se do cristal e lançou-se escada abaixo e no meio do impulso sentiu um calafrio e logo em seguida foi ao chão. A torre ganhara vida, pregou-lhe uma peça. Caiu sozinha no vazio escuro ouvindo agora a distante voz que clamava por ela. Teve tempo apenas de sussurrar: "Salve-me". E novamente tudo desapareceu.
4 comentários:
hm... quero parte 3, alguem concorda?
XD
hahahah
gostei! E vivam as metáforas e analogias e nossas viagens eternas ne?
:D
Ahh muié, foi facil a prova, cansativa mais facil..
\õ/
espero ter me saido bem pelo menos na redação!
\õ/
beeeijo
e adorei o texto!
;*
gostei lila, muito interessante.
acho que todos temos um lado 'negro'
(sem racismo)
hahahaha
adorei o jeito que escrevesse a continuação. mto bom mesmo :D
beeijos Lilah!
;*
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