18/08/2008

Meu conto de fadas

O texto a seguir foi escrito em 9 de novembro de 2005.
na ocasião pensei em continuar a história, quem sabe um dia...

E lá estavam eles, caminhando lado a lado normalmente. Como se a noite não precisasse de nenhuma outra luz a não ser a das estrelas, como se nada além disso tivesse importância. Tudo era calmo e divertido e o pouco tempo que tinham juntos não bastava para compensar a falta. Só queria continuar ali contemplando seu olhos, deixando-se levar pelos seus olhos.

Quanto tempo se passara desde que a torre havia sido lacrada. Nada nem ninguém ousava passar perto mesmo sabendo que não haveria fera nem sentinela guardando a entrada. Havia apenas a magia do cristal e a névoa branco-perolada que dele saía. Mas, mesmo longe da torre, o medo ainda lhe causava tremores e seus músculos continuavam tensos. Seus olhos não podiam transmitir a verdade, tinham se acostumado à solidão. A única coisa que importava eram aqueles poucos minutos. Sabia o que viria depois. Tinha captado a mensagem antes mesmo que ela fosse transmitida. Não ousava perguntar.

Assim que escutasse o que estava prestes a ser dito, o encantamento ganharia mais poder. Seus atos seriam ainda mais controlados pela torre e suas palavras teriam que ser lacradas para sempre. Não queria carregar a culpa novamente consigo. Apenas encarou-o diretamente nos olhos e esperou que seus lábios proferissem frases feitas e mortais. Ouviu e não falou mais nada, nem sentiu mais nada. Fitou-o como quem se esquiva do perigo e sorriu. Um sorriso lindo e forçado de quem gostaria de ter escutado algo diferente. Simplesmente se virou e caminhou em direção à torre de onde nunca deveria ter saído. Apenas pensava porque despertava esse tipo de sentimento nas pessoas erradas. Não queria que fosse assim.

Proferiu as palavras mágicas para entrar na torre, subiu as escadas até o terceiro andar e foi direto ao único cômodo ali existente. Procurou entre os mais variados objetos um frasco singular feito do mais puro cristal, no qual estava guardado um líquido azul de aroma enjoativo. Serviu uma taça daquele líquido e levou-o até à boca. Bebeu devagar e suas feições revelavam a amargura da poção. Se houvesse alguém por perto teria escutado o barulho do cristal se despedaçando misturado ao som do seu corpo caindo. E depois disso nada mais aconteceu. Estava em sono profundo.

6 comentários:

Unknown disse...

uma fera adormecida, quem sabe?

;P

Carolina Pires disse...

continua, por favor.

grata pela visita e pelo elogio do português. :)

Ivo Minikowski disse...

Escreve muito a menina!!
:D

Eita, além de cantar, ser rainha de otakinhos, ainda é escritora!
*.*

Renata Pavan disse...

lilah fiz um blog tbem hahah
elogiei o teu pelo orkut já, mas não custa vir aqui e elogiar de novo :)
texto irado, continua!

já add nos favoritos!


beeijos

Junkie Careta disse...

Wow!

Desculpe o plágio, mas, continue por favor. Escreve sobre a cena anterior a essa.
Adorei as imagens,a possibilidade de imaginar como era, como se sentia.Por que ela fez isso?

Tatah Marley's Confissões disse...

LINDO.
:')