Por mais que eu procure em superfícies espelhadas, cada dia torna-se mais difícil a procura pela única pessoa que pode me dizer quem sou e estabilizar meus pensamentos conturbados. A pessoa que fugiu de mim e não responde aos meus apelos silenciosos. Eu continuo clamando que seja ouvida e atendida, mas a distância continua sendo o maior empecilho.
O monumento que aprisiona o ser que pode me acalmar é intrasponível e de paredes espessas. Procuro dia após dia pelo calcanhar de Aquiles que derrube a torre e me leve até o topo do mais alto cômodo para encontrar alívio. Já consigo sentir uma certa proximidade e um resgate está prestes a ser negociado, só me resta ter em mãos o poder de vencer a negociação.
Quem me levou de mim? Como permiti que isso acontecesse? Noites longas e gélidas me encobrem enquanto eu procuro sozinha uma maneira de me abraçar, me resgatar, de sobreviver. Procuro em tantos olhos, carinhos e abraços algo que está preso em algum lugar dentro de mim. Essa mania egoísta de me preencher a partir do que sobra nos outros nunca me saciará enquanto eu não me devolver a mim mesma.
Um comentário:
tens que ser escritora.
amay migz.
percebeu que a gente nunca sabe o que dizer uma pra outra?
pelo menos a gente se ouve. *-*
te amo!
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