Quero me olhar no espelho e enxergar alguém melhor que eu. Quero perceber algo que eu ainda não pude notar. Quem sabe uma nova tonalidade em minha íris ou mais algumas sardas em meu nariz. Algo que chame mais atenção do que o rubro de minhas cavidades oculares e a água que corre irregularmente salgando minha face. Quero me olhar no espelho e tentar me enxergar, já que no meio de tanta confusão ninguém notou o que eu realmente sou, o que ninguém tentou levar a sério.
A visualização desse meu eu inexistente é algo utópico visto que nem eu mesma sei ao certo se existe algo que valha à pena no meio de tanta rejeição. Não quero mais esse sentimento repugnante que me transforma em rocha fria. Quero deixar de sentir, como provavelmente fazem em relação a mim. Não quero sentir. Não quero lembrem que eu senti. Quero esquecer, apagar para sempre.
A geografia nesse momento me veio à calhar. E sempre virá. Se nunca sentiram, não quero sentir também. Se não fez diferença, não quero que faça também. E se não faço falta, quero que absolutamente não me faças também!
4 comentários:
lindo o texto Lilah, apesar de tudo.
fica bem ok? :D
beeijos Rê
engraçado, mas agora, mesmo não te conhecendo muito - apesar das conversas no msn - sinto-me muito mais íntima para dar qualquer tipo de palpite. apesar da dificuldade da situação - falo, pois já passei por isso e muitos outros também passaram -, acho que tens que "esquecer", por mais impossível que seja, pelo menos tenta, e não deixa que essa "água salgada" inunde teu rosto mais vezes. Tens muita coisa pela frente, não falo isso apenas como tentativa de consolo, falo por ser o que eu acho mesmo. O texto está lindo sim, a renata tem toda razão. Espero mesmo que fiques bem e voltes a escrever sobre a torre, só que dessa vez, reformada!
Beijinhos
adorei o teu blog, mas este texto.. ta demais. simples e directo :)
muitas vezes me identifico c ele, muitas outras nao, "acho que sei la, entende?" ..Aproveito para dizer q adoro o título do blog * Parabens
Tá, tchê, não vai escrever mais? hehehe Já tá desde 2008 sem escrever.
Abraço!
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