12/09/2008

sentido nenhum

Agora que estou aqui dentro consigo enxergar o que acontece lá fora. O sol, o vento, a chuva... tudo interfere na minha visão. Por entre as frestas a luz me ofusca, mas consigo sentir aos poucos o clima influenciando minha respiração. A lua nem sei se ainda existe e as flores nem sei se crescerão. Quem se fere nos acúleos de uma rosa tem medo de tocá-la novamente. Aos poucos percebo que começo a enxergar claramente o que há tanto me dava sensação de felicidade. Nada disso me parece ter sentido, deixo apenas minha mente trabalhar. Olho daqui para baixo somente por olhar, pois sei que os caminhos que bloqueei não saberão o que aconteceu, não tornarão a esperar que eu passe por eles. Simplesmente continuarão a ser caminhos sem ao menos lembrar que por ali eu passei. Eu me lembro dos caminhos que não sabem que não passo mais por eles.

2 comentários:

Carolina Pires disse...

"sentido nenhum" descreveu-me por inteiro, dos pés à cabeça. Concordo com o aque dissestes, acho que não devemos mais gastar pensamentos e boa palavras pra falar de coisas que nos fazem mal, o interessante é que o que me faz mal, é o que mais me inspira. Eterna insatisfeita.

poxa, nem consegui beber ontem, falta empolgação, meu deus. BOA VIAGEM!

Orlando José Machado disse...

Profundo e imenso
o carinho que tens
na relação justa
com as poucas letras
que um alfabeto oferece
agora que são 26 e você
talvez lapides versos
para que possamos te-los

Parabéns!
Você é uma ótima Poetisa,
goste de lê-las.

Orlando José Machado
Laguna-SC