08/09/2008

Não.

Me sinto apontada no meio da multidão. Nua e desprotegida. Como se todos tivessem a mesma sensação a meu respeito: indiferença, rejeição. Me precipitei? Me envolvi demais? Caí de um salto artístico magnífico em uma piscina de areia movediça que agora me sufoca o labirinto. Tudo se tornou absurdo ao entendimento da multidão. Tudo se questiona numa espiral infinita de confusão e raiva que se contorcem dentro de mim. Eu lutei para me recompor e tudo estava bem até então. Algo novo apareceu e tive receio, mas palavras se espalharam ao meu redor me dizendo que tudo ficaria bem.

-"Não quer tentar?"

-"Não."

Um não seco de quem nunca quis tentar, só se deixou levar pelo egoísmo e a falta de algo certo ao seu redor. Um não que me levou à entrada daquela torre e novamente me fez me sentir insignificante, incapaz, tenebrosa e impulsiva. Um não que certamente aprendi a repetir para tudo que voltar a bater em minha porta.

2 comentários:

Carolina Pires disse...

Extremamente perspicaz; totalizada. As belas palavras chocando-se com o anseio mais puro. Gosto do que escreves e a tua imensa competência pra visualizar, mentalizar e delinear, figurando tudo o que te aflige.

O que posso dizer... Melhoras?
Beijos

blurred disse...

q forte..
por vezes o medo de arriscar é tanto, mas outras vezes o medo de se perder é maior
n percas a esperança, sn for hoje ou amanha, será um dia o dia, o dia do risco q quererás correr, de novo.